9.7.09
SE ESSE MUNDO FOSSE BOM,O DONO DELE MORARIA AQUI
Quando chegamos ao Seminário São José para o início do Retiro anual, encontramos sobre nossas mesas uma cuia artesanal com os dizeres: “Lembrança de Santarém”.Mais do que presente de boas-vindas era o símbolo que nosso pregador, d. Esmeraldo, usaria durante um dos eventos espirituais mais importantes de nossas vidas.
Todo paraense sabe que a cuia serve para matar a sede e banhar o corpo, faz parte do quotidiano do povo; no nosso caso serviria para guardar nossas preocupações, objeto de partilha durante os dias em que nos tornamos Missionários da Nova Aliança como disse o próprio pregador.
-Quando perdemos o horizonte, perdemos a motivação; Deus quer que sejamos uma bênção para o seu povo, a iniciativa nasce e parte sempre d’Ele. Sou chamado a cultivar a graça para que os preconceitos sejam quebrados. Precisamos percorrer o mesmo caminho de Jesus, que não veio cuidar de anjos, abandonar estruturas que nos impedem de expandir a fé; hoje é tanto barulho litúrgico que nos falta recolhimento: como ministros da Nova Aliança somos chamados a re-enviar a todos para o Ressuscitado!
O bispo de Santarém, com sua barbinha branca e seu anel de tucum, inovou na arte de fazer Missão quando convocou seminaristas de várias dioceses para uma longa experiência numa das regiões mais difíceis do Brasil e faz parte de um grupo de profetas que abraçou a Amazônia como Cristo fez durante o Lava-pés.
Sendo um pastor estradeiro, numa destas viagens se deparou com esta frase de para choque: -Se esse mundo fosse bom, o dono dele moraria aqui!Então d. Esmeraldo concluiu:-O mundo é de Deus, a obra é de Deus, sou apenas Servo!
criado por padrezeluiz
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Comentário por Luiz Bento — 9.7.09 @ 13:58:10
Que susto!!. Somente após ler o texto todo, bem no final, vi que a frase não era sua, meu caro Amigo. Mas… se deu destaque a ela, pode ser uma concordância no mínimo curiosa. Claro que o “dono” do mundo, não vai punir ninguém por essa frase absolutamente verdadeira e até mesmo filosófica, mas o Papa pode não gostar desse seu “mea culpa” genérico.