30.7.09
NO FIM DAS CONTAS QUEM PAGA O PATO É O PORCO
Meu amigo Renato estava nervoso, na sacristia, depois da missa no último sábado, quando falei das normas restritivas para a celebração de Missas, por causa do H1N1:
-Estão dizendo que a culpa é do porco, por isto o preço está caindo e o produtor fica na pior!
Fato é que, se em Ponte Nova, já temos o primeiro caso vindo diretamente de Ipanema, começamos a colocar nossas máscaras, luvas e álcool gel de prontidão.
Se bem que, considerando o fato de trezentas mil pessoas morrerem a cada ano de gripe comum, o fato de se evitar o abraço da paz e a comunhão na boca dando lugar ao silêncio litúrgico e à comunhão na mão já deveriam ter sido implantados há muito tempo. Não é à toa que, vez por outra, em alguma celebração alhures, nosso arcebispo d. Geraldo gosta de sugerir em alto e bom som:
-Vamos glorificar a Deus, cantando, em silêncio!
Há os que dizem que a nova gripe foi inventada para favorecer os ratos de laboratório. Mas, será o Benedito?
Nesse caso a gripe espanhola teria sido inventada também?
Homens e mulheres de branco, uni-vos!
Nada de compartilhar coisas pessoais, cada um com seu lencinho! E palmas para os dezoito milhões de brasileiros vacinados contra a gripe comum. E se cinco milhões de caminhoneiros passam todos os dias pela fronteira com a Argentina, quem poderá nos defender do vírus que não voa mas salta e sobrevive até vinte e quatro horas?
Não sou Pôncio Pilatos mas, depois desta, por precaução, vou lavar as mãos.
criado por padrezeluiz
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