15.1.09
MEMÓRIAS DE UM CORRESPONDENTE DE GUERRA
Prossegue a ofensiva israelense na Terra Santa, mais precisamente próximo à Galiléia, na chamada Faixa de GAZA.
O número dos amigos de Israel diminui com a invasão lenta por terra e no lugar dos regimes surge, no Oriente Médio, a força do islamismo.
Os principais tablóides que circulam, mundo afora, mostra a face da guerra que não vemos, não seria necessária uma ação militar tão brutal se houvesse um acordo de paz.
Uma das imagens mais fortes da ocupação americana no Iraque foi a captura de Saddam Hussein, só que não havia jornalista em volta: imagem, áudio e contexto foram feitos por militares que “venderam” os direitos reservados a outros jornalistas batizados como correspondentes de guerra.
Dificilmente os jornalistas conseguem notícias de primeira mão, tudo passa pelo filtro da inteligência militar.
Foi assim na guerra do Vietnã e continua sendo, em pleno século XXI!
Quem faz a diferença é a internet, cerca de 3 800 vídeos circulam tentando mudar a opinião pública, por isso vemos manifestações em todo mundo, defendendo a supremacia palestina.
A diferença é que na terra de Jesus impera a democracia, já nos territórios ocupados há uma ditadura religiosa que provoca atitudes racistas em todo o mundo ocidental, e onde está a verdade? Será que aquilo que vemos no Jornal Nacional é o que realmente acontece na Faixa de GAZA?
Quem visitou as regiões afetadas pelas enchentes, em Ponte Nova, tem a impressão de que nossa cidade foi alvo de bombardeios, mas quem visita nossos postos de arrecadação e assiste a gestos extremados de solidariedade como a atitude do destacamento militar de Caratinga doando 4000 quilos de alimentos sabe que é melhor ser formador de opinião do que correspondente de guerra.
Somos todos membros de um mesmo corpo e chamados a celebrar a solidariedade. Só quem vive isto é capaz de entender a diferença entre conhecer a verdade e vender aquilo que se chama de “verdadeiro”.
criado por padrezeluiz
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