29.8.08
O OUTRO LADO DO MEDO
“Herodes tinha medo de João e sabendo que ele era justo o protegia!”(Marcos 6, 20)
Celebramos hoje o martírio de João Batista, o maior entre os nascidos de mulher, conforme sentenciou o próprio Cristo!
Inédito no seu jeito de ser, vestindo-se de peles de camelo e alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre, este naturalista de carteirinha ganhou duas festas: 24 de junho, com direito a fogueira, e hoje!
Ele não tinha medo de ninguém, falava a verdade e pregava a justiça, eis o outro lado de quem profetiza e como precisamos desses profetas!
Chico Mendes despertava medo nos grandes, porque defendia os seringueiros!
Irmã Dorothy despertava medo porque defendia os povos da floresta!
Josimo despertava medo porque defendia os sindicalizados!
Oscar Romero despertava medo nos grandes porque defendia o povo salvadorenho da arbitrariedade dos ditadores!
Os movimentos sociais despertam o medo dos grandes de nossa região porque defendem os direitos dos atingidos pela ganância da terra e das águas!
‘Senta comigo à minha mesa, nutre a esperança, reúne os irmãos! Planta o meu reino, transforma a terra. Mais que coragem tens minha mão!”
FORUM DA HORA: A ausência de profetas corajosos dentro da Igreja Católica se deve ao peso da instituição ou a força dos movimentos pentecostais está calando a ousadia dos mártires de hoje?
criado por padrezeluiz
08:13:14 — Arquivado em: 

Comentário por Fernando — 30.8.08 @ 23:11:25
Salve, Salve, meu Compadre.Deixa-me acrescentar ai nessa lista de “profetas corajosos”Dom Helder Câmara, homem conhecido no mundo inteiro, embora o regime militar tivesse proibido a imprensa de expressar esse nome, tamanho era o medo e a raiva daqueles que privilegiavam a mentira e a tortura.
Mas vai ai tb uma “colocação” particular que talvez vá atrair a fúria de alguns “republicanos” de plantão. Será que não estamos apreciando “movimentos sociais” que não condizem com o que pregavam esses profetas em razão de sua falsa finalidade, e isso esta afastando as pessoas sérias da luta? VAmos ser mais diretos em um exemplo? Quais as contribuições ou benfeitorias que o famigerado MST –que no meu entender é dito social, mas esconde em suas entranhas coisas estranhas– proporcionou à sociedade a não ser prejuÃzos, causados pelo vandalismo planejado com ‘modus operandi’ de guerrilha, como as costumeiras invasões/depredações de instalações públicas e privadas, invasões de propriedades legÃtimas, emboscadas, seqüestros, cárcere privado, desobediência civil e tantos outros males que é difÃcil enumerá-los. Sob as benesses, o manto da impunidade e a conivência do governo petista, seguem tentando justificar sua existência. Até quando teremos, cidadãos pagadores de escorchantes impostos, de sustentá-los à beira dos caminhos sem nada produzirem, nessa aventura que parece não ter fim? A verdade é que muita gente, sobretudo que nunca trabalhou a terra e talvez nem conheça qualquer tipo de semente, está vivendo à sombra e à custa de uma pretensa polÃtica de reforma agrária sustentada com dinheiro público, mas que no fundo não é o que pretendem. Fica ai aberta a questão( e que Deus me proteja rsrsrsr). Um grande abraço e sua Benção.
Comentário por Luiz Bento-Goiania — 16.9.08 @ 20:00:14
Padre, respeito sempre toda opinião, mas o nosso querido leitor Fernando, deve a meu ver aprofundar mais nessa questão ou “problema” chamado MST. A sigla reflete a verdade, tem muita gente despojada pelas maquinas modernas e portanto sem terra, sem emprego e sem teto. Existem aproveitadores? existem. Mas o movimento tem que ser reconhecido como autentico apesar de toda essa intromissão “planejada” para desmoralizar o movimento autentico e justo do ponto de vista social. A reforma agrária não deveria incomodar tanto assim, como já tive oportunidade de comentar em outras oportunidades no nosso site http://www.pontenet.com.br, ela pode ser feita sem traumas e “tomando” terras apenas daqueles que realmente sequer são donos. Existem muitas terras de traficantes de drogas, sonegadores e de outros tipos de proprietários que fazem lavagem de dinheiro e que podem perfeitamente serem usadas. Qual o problema? O nosso querido amigo Fernando, precisa um dia se dar ao trabalho de parar o carro na beira da estrada e prestar mais atenção no que vê e não ficar dando ouvidos a pessoas que defendem eternamente o sistema perverso das capitanias hereditárias que ainda predomina nesse nosso imenso Brasil.
Comentário por Fernando — 26.9.08 @ 23:16:10
Salve, Salve meu Compadre.
Meus respeitos, ilustre colunista Luiz Bento, um prazer dialogar com você.
Inicialmente, quero deixar claro que nada de pessoal contra o MST na sua essência, que teve seu fundamento, me corrijam se estiver enganado, em um movimento idealizado por agricultores do meio rural (ou seja, que trabalham a terra) que, contrariados pela polÃtica da época (1984) e pelos poucos benefÃcios oferecidos por ela ao HOMEM DO CAMPO, unem-se em uma só luta, pela implantação de uma reforma agrária que traria uma condição digna e justa de trabalho.
Comentário por Fernando — 26.9.08 @ 23:18:03
Bom, também não tenho carro e não pensei ainda em criar um MSC (Movimento dos Sem Carro, apesar de achar que se tomasse fama, poderia ate ter uma ajudinha federal para conseguir um), mas já parei sim na beirada da estrada em várias jornadas de meu trabalho (humilde, mas honrado, diga-se de passagem, sem precisar ficar mamando na teta de órgão publico nenhum) e tive o prazer de ver e conversar com pessoas que realmente vivem e tiram seu sustento da terra e, apesar de não terem nascido em berço de ouro, nunca precisaram tomar nada de ninguém e, se depender da ajuda do governo ou de ONG´s vão morrer na miséria porque não dão ibope. Ou seja, pessoas decentes, com mãos calejadas e que não aceitam, de forma nenhuma, prosperarem ou tirarem algum lucro às custas da pilhagem de bens alheios, ou seja, são pessoas de bem.
Comentário por Fernando — 26.9.08 @ 23:21:33
O engraçado é que, por diversas vezes conversando com esses verdadeiros trabalhadores, em momento algum vi um deles sequer dar apoio aos atos de bandidagem que praticam esses supostos integrantes do movimento, inclusive, pasmem, um velho agricultor me disse uma vez, na sua simplicidade: “Não acho certo isso (referente à invasão e pilhagem de bens alheios), não ta certo tomar nada de ninguém. Aprendi que todo bem tem de vir com o suor do trabalho honesto. Esse pessoal ta igual a esses bandidos que vendem drogas (referindo-se ao CV e ao PCC que na imagem de “excluÃdos” se sentem no direito de “demarcar” seu território ás custa de pilhagem, assassinatos e terrorismo) fazendo mal pros outros”
Comentário por Fernando — 26.9.08 @ 23:23:36
Uma coisa me deixa curioso: qual o interesse do movimento nessas ações, que deveria manter a caracterÃstica inicial que já teve o apoio popular, em pesquisa realizada em 1997, onde 77% consideravam o MST um movimento legÃtimo e 85% admitiam que a invasão de terras fosse um instrumento de luta importante e em recente pesquisa, o resultado mostrou que 79% dos entrevistados já condenavam a invasão de terras e 62% dos entrevistados achavam que os maiores beneficiados com o movimento dos sem-terra são ‘‘aproveitadoresÂ’Â’ que não estão interessados em terra para trabalhar;
Devem ser pessoas também que nunca pararam na beira da estrada para ver um assentamento do MST (aliás, segundo depoimentos de pessoas que já lá conviveram, ”em geral, pouco ou nada produzem, são verdadeiros centros de trabalhadores que não querem trabalhar, e, ao que se diz, abusam do álcool, recebem significativas cifras dos órgãos estatais e são ajudados por toda espécie de ONG marxistóide, inclusive estrangeiras”) O que não acho certo são pessoas, em momento de demagogia ideológica ou interesseira, dizer que ta certo pilhar, invadir e praticar bandidagem em nome de movimentos que poderiam ser sérios, mas se perdem no caminho devido a irresponsabilidades de pseudo-lÃderes, que na verdade são um bando de aproveitadores. Como bem mostra a definição de um de seus membros, cheio de orgulho: “A rebeldia é a marca do MST. Os sem-terra não aguardam quietinhos as decisões da Justiça. Não fazem lobby para modificar as leis no Congresso. Não, nada disso. Eles tomam as terras primeiro, conversam depois. São gente brava, que invade o terreno onde se funda a ordem capitalista: a propriedade privada, independente de quem seja”. Não seria essa uma “capitania” ao inverso?
Chega de demagogia. Vamos deixar isso para os polÃticos.
Um grande abraço Luiz e parabéns pelas matérias.
Sua Benção, meu Compadre, e Parabéns pela data. Estamos aguardando para “bebemorarmos”.