5.6.08
OS NOVOS FARISEUS E A FÉ PASSIVA
O documento de Aparecida dá grande atenção à devoção popular. A inculturação faz parte da mesma tradição da Igreja deste continente que assume a missão como libertação integral e faz opção preferencial pelos pequenos do reino.
Assim chegamos ao mês de Junho com suas quadrilhas, quermesses, pau-de-sebo, canjicas e quitandas de darem água na boca só de pensar nelas!
Assim chegamos a tradições que nasceram do lado de fora de nossas igrejas, e venceram o preconceito dos séculos!
Se quisermos, podemos chamar a isso de “piedade popular”, mas seria pouco! Na sabedoria do simples toda a dimensão cultural, desde a culinária até as danças revelam toda uma mística com rico potencial de santidade e justiça social.
Porém, os novos fariseus estão aí, de plantão, arrotando teologia da prosperidade, criando barreiras entre o puro e o impuro, defendendo o milagre econômico da globalização às custas das desgraças do povo.
Em tempos de prévias eleitorais e pesquisas sobre intenção de voto, está na hora de apresentarmos nossos candidatos que moram nas periferias, identificados com os sem voz e sem voz!
Manter distãncia dos novos fariseus é aproximar-se dos últimos da sociedade, com as mãos limpas, é comer junto com os pecadores, assumindo a fé ativa como fez Abraão e nossos pais.
As igrejas domésticas deste novo milênio precisam re-aprender a lição dos eternos namorados sob a proteção de Santo Antônio e outros santos de Junho, entre o passeio na roça e o cumprimento dos cavaleiros!
criado por padrezeluiz
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