crenças e religiões

análise de fatos e respostas a questionamentos e desafios espirituais

20.5.08

ENTRE A FREIRA E O TARZAN, DE QUEM É A AMAZÔNIA ?

 

Se o presidente Luiz Inácio tenta aprovar uma lei que restringe o acesso à floresta amazônica, dizendo que ela pertence a todos nós, como permitiu que os tecnocratas levassem Marina Silva a abandonar o Meio Ambiente?

A ex-freira, que se tornou evangélica, era o último bastião da velha esquerda no governo que já foi socialista!

Agora chega o Carlos Minc querendo o Exército na preservação ambiental, desde os parques nacionais até as reservas extrativistas! Os críticos dizem que é o retorno de Tarzan, com sotaque carioca, aterrissando num cipó em pleno Planalto Central!

Em 1989 o americano Al Gore teve a arrogância de dizer que “ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”! Então o The New York Times gostou desta história de protecionismo territorial e puxou para os americanos a tarefa de espionar para que nenhum outro estrangeiro lance mão do pulmão da humanidade.

Quando cheguei para Ponte Nova diziam que o Passa Cinco era Área de Proteção Ambiental, hoje… Virou terreno para o novo Presídio!

De quem é a Amazônia, afinal?

criado por padrezeluiz    15:28:25 — Arquivado em: Sem categoria

6 Comentários »

  1. Comentário por Luciene Carvalho Pataro — 25.5.08 @ 10:38:06

    No caso de Ponte Nova, o seu comentário é ainda oportuno e deveria ser seguido de outros, de várias lideranças que se mostram impassíveis diante dessa nossa nova realidade.

  2. Comentário por Fernando — 27.5.08 @ 22:10:27

    Salve, salve, meu Compadre.
    Esse assunto de Amazônia é sério. Lembra-me ONG. E ai, muitas vezes mora o perigo. Parece implicância, mas olha que temos Ongs pelo Brasil repassando dinheiro publico à “organizações” que se dizem a favor dos menos favorecidos mas que se escondem na clandestinidade(obviamente, para a justiça não ter a quem responsabilizar pelos seus atos irresponsáveis e criminosos) para se aproveitar do povão e abocanhar o rico “dinheirinho” repassado pelo governo para patrocinar atos ilícitos e tornarem milionários seus dirigentes. Dinheiro que poderia estar favorecendo ao verdadeiro povo trabalhador.
    Mas, a voltando a Amazônia, o assunto é tão ou mais preocupante.
    Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece:

  3. Comentário por Fernando — 27.5.08 @ 22:12:49

    “As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
    Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução…
    Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
    Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

  4. Comentário por Fernando — 27.5.08 @ 22:14:11

    Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, podem se preparar para pagar ‘royalties’ para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia…
    Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
    ‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa’.

  5. Comentário por Fernando — 27.5.08 @ 22:19:48

    A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)… Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
    Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
    Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho…”

  6. Comentário por Fernando — 27.5.08 @ 22:32:45

    Forças armadas na fronteira não é somente importante para coibir o tráfico de drogas. È importante para coibir a ganância de povos que se acham os donos do mundo.
    Será que nossos “Kayapós e Ianomâmis” querem virar “Apaches”?

    Acorda Brasil. Vamos acordar, povo brasileiro.
    Um grande abraço, meu Compadre

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