crenças e religiões

análise de fatos e respostas a questionamentos e desafios espirituais

14.5.08

ENTRE QUILOMBELAS E COTAS RACIAIS, SALVE O ESCRAVO

No Brasil o preto rico vira branco e o branco pobre vira negro.

Em Brasília, o governo festejou o treze de maio, mas só entrou na festa quem era a favor das cotas para crioulos nas universidades!

Enquanto isto, ainda existe professor de história que exalta Princesa Isabel em sala de aula e jura, de pés juntos, que existe democracia racial neste país!

O sistema de cotas agrava o racismo porque não funciona num país em que mais vale a “chapinha” do que o cabelo enroladinho! Cotas nunca serão sinônimos de ações afirmativas. Não há garantias de bolsas que mantenham as quilombelas dentro das universidades. Está certo que elas são constitucionais, mas quem disse que o conceito RAÇA já foi regulamentado por aqui?

Enquanto isto, milhares de crianças pretas e pobres destas Minas Gerais correm risco de perder a hora da escola porque temos prefeituras escondendo o dinheiro da educação. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar do Ministério da Educação destinou R$ 401 milhões para 3 milhões de alunos do ensino fundamental, só que 158 prefeituras não fizeram a lição de casa.

Se esses governantes continuam brincando no recreio, como podem brigar por cotas nas universidades, onde só chega 11% da turma que sobe do ensino fundamental?

criado por padrezeluiz    14:00:13 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Comentário por Ana Elisa Brandão Romualdo — 14.5.08 @ 17:14:22

    É uma vergonha, que apesar de estarmos vivendo numa época que se fala tanto em “evolução do ser humano”, haja tanto preconceito racial como nos nossos dias.
    É chegada a hora de unirmos e dar basta em tudo isso, e tratar “nossos irmãos negros”, como seres humanos, que merecem o nosso respeito, e dar a eles chance de crescerem como tal.
    Eles tem direito ao estudo como qualquer pessoa;
    Temos que gritar quando nos discursos políticos, todos vão aos palanques, defendendo o direito do negro, e após as eleições, quando já chegaram onde queriam com os votos nossos e deles, esquecem dessa classe tão sofrida.
    Devemos sim vivermos como irmãos, sem distinção de cor, raça e credo, respeitando o direito de todos de ir e vir.

  2. Comentário por Fernando — 14.5.08 @ 20:23:36

    PERFEITO, meu Compadre!
    Nem precisava de nenhum comentário, você já disse tudo, mas vamos lá:

    Como podemos entender as “cotas” para o ingresso de negros em universidades no Brasil, se não existe uma política voltada para a educação de base? Investir na educação de base seria a melhor forma de acabar com a deficiência do ensino brasileiro, tendo em vista que o sistema de “cotas” pode se tornar mais uma forma de descriminação contra os afros descendentes, (que poderão ser taxados de incapazes para o ingresso no ensino superior). Mesmo sabendo que nós brasileiros temos uma divida de três séculos ou mais para com os negros do nosso país, sabe-se que é de grande urgência tomar uma atitude, mas talvez às “cotas” não sejam a solução. Educação e cultura são pontos de partida para a exclusão da marginalidade e melhoria de vida ,mas essa solução viria com o corte na raiz, ou na base, nesse caso. Esse não seria um problema mais econômico do que racista? Quem disse que se deve separar o que pertence ao negro do que pertence ao branco? Quem determina que ser negro é ser raça, e não que os negros estão incluídos na sociedade como todos os seres humanos como todos os homem e mulheres com os mesmos direitos econômicos, sociais e culturais?

    Um grande abraço. Mas ficou me devendo a analise final no domingo, heim!

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