2.4.08
O TERREIRO DA CONTRADIÇÃO: 100 ANOS DE UMBANDA
A maioria dos brasileiros acha que umbanda é coisa do demônio.
O fato é que no dia 15 de Novembro de 1908, exatos 19 anos após a Proclamação da República, baixou um caboclo “errado” numa sessão kardecista em Neves, São Gonçalo, território fluminense, e declarou:”-Se é preciso que eu tenha um nome, digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.”
Quem recebeu a entidade “indesejada” foi um certo Zélio Fernandino de Moraes, moleque de 17 anos a caminho da Escola Naval.
Os fundadores achavam os rituais da macumba mais “estimulantes e dramáticos” do que as sessões de espiritismo, mas rejeitavam a matança de animais e incorporação de espíritos, aderindo à magia e ao culto de orixás africanos.
Mesmo identificados com as diretrizes do pequeno-grande Presidente Vargas, os umbandistas foram perseguidos durante o Estado Novo.
Na década de 1950, 1025 terreiros se assumiam de ascendência umbandista, contra 845 centros espíritas e apenas 1 terreiro de candomblé.
A reação dos contras começou nos púlpitos, comandada pelos católicos, até porque o Caboclo das Sete Encruzilhadas confessava-se ex-padre por nome Gabriel Malagrida, acusado de bruxaria e queimado na fogueira da Santa Inquisição! A essa cruzada somaram-se a imprensa e, nos tempos atuais, os canhões das igrejas neopentecostais.
Mesmo assim, na década de 1970 foram registrados 7627 terreiros de umbanda, 856 de candomblé e 202 centros espíritas.
Contudo, as baixas aumentaram e no censo de 2000 e apenas 432 mil brasileiros se declararam umbandistas, queda de 20% nas oferendas de marafas, charutos e farofas.
A maioria das pessoas chega à umbanda pelo sofrimento, há uma mistura com catolicismo popular, kardecismo e até práticas esotéricas, com direito a pajelança indígena e sem falar nos cultos afro-descendentes.
Com 100 anos de resistência no Brasil, a umbanda persegue seus maiores objetivos, desde sua criação nos tempos do marechal Deodoro da Fonseca: respeito e reconhecimento social.
criado por padrezeluiz
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Comentário por gonzaga BT — 3.4.08 @ 12:33:43
Querido amigo Pe. Zé Luiz, todas estas manifestações que se mostram reliciosas são espirituais. E só temos dois EspÃritos atuando em nosssas vidas, um de cada ves, os dois não atuam juntos . EspÃrito Santo que Jesus disse quem mandaria para nós eo o outro o senhor já sabe de quem é.
Portanto, servimos ao EspÃrito Santo, ou servimos o espirito do diabo. E não tem como confundir os dois não!
Um abraço.
Comentário por Marlon César da Silva — 22.8.08 @ 13:31:33
Caro amigo!Que o amor de Jesus esteja em seu coração!
O mestre Jesus durante a sua missão aqui na terra,jamais fez alusão a qualquer religião,mas ao contrà rio respeitou a todas,acho que nòs como seguidores e mensageiros do mestre deverÃamos imita-lo,no respeito e no amor,pois assim seremos verdadeirosimitadores do Cristo.Marlon (cardosos)