crenças e religiões

análise de fatos e respostas a questionamentos e desafios espirituais

30.3.08

O LEÃO NÃO COMEU O CRISTÃO LEÃO NÃO COMEU O CRIST

Enquanto isto, lá em Brasília, eles tomam sorvete de tapioca durante a CPI dos Cartões Corporativos e nós celebramos a Páscoa com os ázimos da dengue.

Devemos aprender, neste mundo conturbado, a ter atitudes concretas respeitando um projeto econômico solidário, que não seja mercantilista e muito menos excludente.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se a pedra angular. Empurraram-me, tentando derrubar-me, mais veio o senhor em meu socorro!”(salmo 117)

Tomé representa os que nunca serão vaquinhas-de-presépio e
sem cair nas lábias dos pastores da noite que sobem a escadaria do Bonfim, na terra dos bons baianos, dizendo que a dengue é coisa de Deus.

Os desafios só serão vencidos se dermo-nos as mãos, enfrentando a realidade com peito misericordioso, aberto à vida.

Receita boa para isto você encontra nas PÁGINAS DE PROSA do bom mineiro Luiz Raimundo, mostrando-nos que é gostoso temperar a velha infância no cardápio da nossa cultura, servindo a comida do jeito que padre Nilson receitou no Sermão de Páscoa!

A Páscoa que começou como uma festa agrícola para festejar o início da primavera e celebrar a fecundidade da natureza que renasce depois do inverno, do lado de lá, no decorrer do tempo tornou-se, com a devida licença do povo hebreu, a comemoração da passagem de um tempo de escravidão para libertação, do lado de cá, pois ainda estamos no outono.

Assim como Jesus de Nazaré foi assassinado por um sistema opressor que o condenou à morte para perpetuar seu domínio sobre o povo e a própria religião, cúmplice do Império, hoje cabe-nos um novo olhar sobre os interesses dos grandes deste mundo.

Cristo não foi simplesmente a doce e mansa figura de Nazaré, usou palavras duras e até o chicote para salvaguardar a sacralidade do Templo. O contexto de sua vida foi comum à dos camponeses e artesãos mediterrâneos que resistiam contra Herodes Antipas e o comercialismo rural de Roma, imposto na Baixa Galiléia.

Pregou uma mensagem no contexto de sua gente em oposição ao reino de César, colocou em crise os vários atores sociais, descontruiu discursos faraônicos da parte dos saduceus, fariseus, lacaios de Roma que, em lugar do amor, pregavam um servilismo cego e amalucado.

Desta vez,, o leão não comeu o cristão, deixou para o Aedes ou a Receita Federal.

criado por padrezeluiz    17:40:01 — Arquivado em: Sem categoria

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